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Educação a Distância: Benefícios e Desafios da Anhanguera

Anhanguera: O Bandeirante Paulista

Biografia de Anhanguera

Anhanguera, apelido de Bartolomeu Bueno da Silva, foi um bandeirante paulista, considerado um dos grandes exploradores do Brasil Central. Nascido em 1672, ele se destacou por suas expedições e pela descoberta das valiosas minas de Goiás.

Um dos legados mais emblemáticos de sua trajetória é a cruz que leva seu nome, a “cruz de Anhanguera”, erguida na antiga capital de Goiás em 1722. Este monumento simboliza a conquista do sertão goiano e perpetua a memória dos primeiros tempos da colonização no território central do Brasil.

Bartolomeu Bueno da Silva (filho), também conhecido como Anhanguera, nasceu em Parnaíba, no vale do rio Tietê, São Paulo, em 1672. Ele herdou do pai o nome e o apelido que marcariam sua trajetória. O pai, Bartolomeu Bueno, foi um dos primeiros bandeirantes a explorar as terras que viriam a ser Goiás.

Em 1682, o pai organizou uma bandeira para explorar o sertão goiano em busca de ouro, acompanhado por seu filho. Com apenas 10 anos, Bartolomeu já estava envolvido nas expedições que marcariam a história da exploração mineral no Brasil.

A Busca do Ouro no Sertão Goiano

Durante as expedições, surgiram várias lendas sobre as minas de ouro, especialmente na serra dos Martírios. Um episódio marcante ocorreu quando bartolomeu Bueno (pai) se deparou com índios da tribo Guaianases, que tentaram impedir a entrada da bandeira em suas terras. Notando que as índias estavam adornadas com ouro, ele empregou métodos não convencionais para intimidar os indígenas e obter informações sobre as jazidas de ouro.

Esse confronto resultou em uma rendição dos índios, que acabaram revelando a localização das minas. Bartolomeu Bueno, pai, recebeu o apelido de “Anhanguera”, que significa “Diabo Velho” ou “Espírito Maligno”. Essa narrativa ilustra não apenas as tensões entre os bandeirantes e as populações nativas, mas também a busca pela riqueza que caracterizava a época.

Com o crescimento do interesse pela mineração em Minas Gerais, Anhanguera (o filho) estabeleceu-se em Sabará e, mais tarde, em São João do Pará e Pitangui, onde foi nomeado assistente do distrito. À medida que a exploração de ouro em Sabará intensificava, a rivalidade entre os emboabas e mineradores paulistas se acirrou, levando Bartolomeu Bueno de volta a Parnaíba.

Em 1720, ele solicitou permissão a D. João V, o rei de Portugal, para retornar a Goiás. Com a licença, partiu de São Paulo em 1721 com uma bandeira que exploraria a serra dos Martírios por quase três anos em busca de novas jazidas.

O Ouro do Rio Vermelho

Finalmente, a expedição liderada por Anhanguera encontrou ouro no rio Vermelho. Esse achado foi decisivo e fortaleceu sua posição. Ao voltar a São Paulo, ele não apenas trouxe consigo as riquezas das minas de Goiás, como também um contrato e um regimento que estabelecia normas para a exploração da região. Esse regimento serviu de base para a futura organização da vila de Goiás, que estava começando a se desenvolver.

Com o retorno vitorioso, D. João V concedeu-lhe sesmarias (terras) e o direito de cobrar taxas pela passagem nos rios que conduziam às minas, consolidando assim sua influência na região.

A Formação de Goiás

Em 1726, Anhanguera foi nomeado capitão-mor das minas, e sob sua liderança, o arraial de Santana foi fundado. Em 1739, esse arraial foi elevado à categoria de vila, recebendo o nome de Vila Boa de Goiás, atualmente conhecida como cidade de Goiás.

A formação da cidade de Goiás Velho foi um reflexo das descobertas feitas por Anhanguera. Porém, em 1733, o direito de cobrança das taxas nos rios foi suspenso, sob a alegação de sonegação de tributos, o que diminuiu sua autoridade na região. À medida que a administração da nova cidade se estruturava, o poder de Anhanguera começou a ser limitado pelos representantes da coroa.

Anhanguera (filho) faleceu em 1740, empobrecido e sem a influência que um dia teve na Vila Boa de Goiás. Sua história é um testemunho não apenas da busca por ouro, mas também da complexa interação entre bandeirantes e indígenas e as consequências da colonização na formação do Brasil Central.

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