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A Revolução da Teoria da Evolução de Charles Darwin

Charles Darwin

Naturalista inglês

Biografia de Charles Darwin

Charles Darwin (1809-1882) foi um naturalista inglês, autor do livro A Origem das Espécies. Formulou a teoria da evolução das espécies, anteviu os mecanismos genéticos e fundou a biologia moderna. É considerado o pai da Teoria da Evolução das Espécies.

As ideias gerais da “Teoria da Evolução das Espécies” sofreram, aos poucos, alterações e aperfeiçoamentos. No entanto, as bases do evolucionismo subsistem até hoje.

Infância e Formação

Charles Robert Darwin nasceu em Shrewsbury, Inglaterra, no dia 12 de fevereiro de 1809. Filho de médico e neto de poeta, médico e filósofo, desde a infância revelou-se inteligente e observador, procurando compreender tudo que lhe ensinavam.

Aos 16 anos, Darwin concluiu o curso secundário em sua cidade natal e, em seguida, foi para a Universidade de Edimburgo estudar medicina. Desde cedo, mostrava afinidade pela História Natural, colecionando pedras, conchas, moedas, plantas e ovos de pássaros.

Com pouco interesse pelas aulas tradicionales, ele dedicou seu tempo às reuniões com outros estudantes na Plinian Society, onde se discutia Ciências Naturais. Em 1826, apresentou pequenas descobertas suas no campo da História Natural ao grupo.

Em 1828, com a intenção de se tornar um religioso, Darwin deixou a medicina pela carreira eclesiástica. Foi para Cambridge e se matriculou no Christ’s College. Após três anos, concluiu o bacharelado em Artes e continuou seus estudos para ser pastor da Igreja Anglicana. Contudo, nem a medicina nem a vida eclesiástica eram sua verdadeira vocação.

Viagem de volta ao mundo no Beagle

Enquanto estudava em Cambridge, Darwin fez amizade com o clérigo, geólogo e botânico John Stevens Henslow. Por meio da influência de Henslow, Darwin acompanhou o geólogo Adam Sedgwick em uma expedição geológica ao Norte do País de Gales, promovida pelo Almirantado britânico.

Após isso, Henslow convidou Darwin para participar como naturalista de uma expedição exploratória ao redor do mundo a bordo do Beagle, um navio enviado pela Coroa britânica para mapear e estudar as espécies do Hemisfério Sul.

No dia 27 de dezembro de 1831, com 22 anos, Darwin embarcou no veleiro de 27 metros, fazendo companhia ao capitão Robert Fitzroy, que partiu do porto de Devonport em direção ao arquipélago de Cabo Verde.

Ao chegar à costa do Brasil, o Beagle aportou primeiramente na Bahia e depois no Rio de Janeiro, onde Darwin realizou incursões pelo interior. A viagem o levou a visitar a Patagônia, as Ilhas Malvinas e a Terra do Fogo.

A expedição percorreu toda a costa ocidental da América do Sul, incluindo o Chile e o Peru, além de passagens pelas ilhas Galápagos, Nova Zelândia e Austrália. Também visitou as ilhas Keeling, Maurício e Santa Helena.

De cada porto onde o Beagle atracava, Darwin despachava para o botânico Henslow todo o material que recolhia, cuidando para preservá-lo para posterior estudo.

Visita de Darwin ao Brasil

Ao aportar no litoral da Bahia, em fevereiro de 1832, Darwin ficou deslumbrado com a vegetação à sua frente. Em seu diário de viagem, ele escreveu: “É uma visão das mil e uma noites, com a diferença de que é tudo verdade”. Essa foi sua primeira experiência em uma floresta tropical.

Darwin esteve no Brasil duas vezes durante as trajetórias de ida e volta de sua viagem e, ao todo, permaneceu cinco meses e meio no país. Ele explorou o Rio de Janeiro, então capital do Império, caminhou pela Floresta da Tijuca, visitou o Jardim Botânico e o Pão de Açúcar, coletando centenas de plantas e insetos.

No dia 5 de outubro de 1836, após quatro anos e nove meses de viagem, o Beagle desembarcou em Falmouth, Inglaterra. Darwin passou os meses seguintes em Cambridge organizando as coleções das espécies que recolheu durante a expedição.

Em 1837, seguiu para Londres, onde trabalhou ao lado de renomados cientistas. Em 1838, foi nomeado secretário da Geological Society, cargo que ocupou até 1841.

No ano de 1839, Darwin lançou seu primeiro livro, Pesquisa Sobre a Geologia e a História Natural nos Vários Países Visitados pelo H.M.S. Beagle, 1832-1836, no qual resumiu as descobertas feitas na viagem.

Em 29 de janeiro de 1839, Darwin casou-se com sua prima, Emma Darwin, e juntos tiveram 10 filhos, dos quais sete sobreviveram. Em 1842, mudou-se para Down, pois sua saúde debilitada exigia que vivesse no campo.

A Origem das Espécies

Em 1859, após 20 anos de trabalho, Darwin lançou A Origem das Espécies, seu primeiro livro que explica a teoria da evolução. O livro teve sua primeira edição esgotada em um único dia, contestando a ideia de superioridade da vida humana em relação aos animais e abrindo novas fronteiras para a ciência moderna.

Segundo sua teoria, as formas de vida evoluem lentamente e continuamente ao longo do tempo. A anatomia comparada desempenha um papel crucial para fundamentar a teoria da evolução.

Os membros de todos os vertebrados, como o braço do homem, a pata do cão, a asa da ave e a nadadeira da baleia, apresentam estruturas semelhantes, sugerindo que a descendência de um ancestral comum explica tais semelhanças.

A publicação de A Origem das Espécies provocou intensas polêmicas. Darwin continuou a estudar diversos aspectos da evolução, acrescentando novos elementos para confirmar sua teoria.

As ideias de Darwin foram, ao longo do tempo, modificadas, mas as bases do evolucionismo por ele estabelecidas permanecem até hoje.

Teoria da Evolução das Espécies

Charles Darwin, em seu livro A Origem das Espécies (1859), propôs um mecanismo para explicar a evolução baseando-se nos seguintes pontos:

  • Os indivíduos de uma mesma espécie variam e não são todos idênticos.
  • Diferenças anatômicas ou fisiológicas observadas entre os indivíduos de uma população são transmitidas de uma geração a outra.
  • Indivíduos com características que ajudam na sobrevivência tendem a viver até a idade de reprodução.
  • Ao se reproduzirem, esses indivíduos têm maior chance de transmitir características favoráveis a sua prole.
  • Modificações aleatórias podem ocorrer no processo de formação do organismo.
  • Se uma alteração acidental favorecer a sobrevivência, o indivíduo terá maior probabilidade de reproduzir-se e transmitir essas variações.
  • A repetição desse mecanismo ao longo de várias gerações leva a mudanças graduais, resultando na formação de novas espécies.

A tese evolucionista de Darwin não era totalmente original. A leitura das obras de Lamarck e de seu avô Erasmus Darwin teve um impacto significativo nas investigações de Darwin.

Charles Darwin faleceu de ataque cardíaco em Down, no condado de Kent, Inglaterra, no dia 19 de abril de 1882, e foi sepultado na Abadia de Westminster, em Londres, a pedido do Parlamento britânico.

Outras obras de Darwin

  • A Estrutura e Distribuição dos Recifes de Coral (1842)
  • A Variação de Animais e Plantas na Domesticação (1868)
  • A Descendência do Homem (1871)
  • As Diversas Formas de Flores e Plantas da Mesma Espécie (1877)
  • A Formação do Mofo Vegetal Pela Ação de Vermes (1881)

Curiosidades:

  • Se Darwin tivesse levado a bordo do Beagle a grande quantidade de produtos de todas as caçadas e coleções que fez, a embarcação provavelmente teria naufragado.
  • Ao presenciar a escravidão no Brasil, Darwin escreveu em seu diário: “Que eu jamais visite de novo uma nação escravocrata”.
  • Charles Darwin apresentou diversos problemas de saúde, sendo mais provável que tenha contraído a doença de Chagas durante sua viagem pela América do Sul.
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