Campos Sales
Ex-presidente do Brasil
Biografia de Campos Sales
Campos Sales (1841-1913) foi um político brasileiro, o quarto presidente do Brasil na República. Representante da oligarquia cafeeira do estado de São Paulo, exerceu o cargo entre os anos de 1898 e 1902.
Manuel Ferraz de Campos Sales nasceu em Campinas, São Paulo, no dia 15 de fevereiro de 1841. Filho de uma rica família de fazendeiro de café, formou-se em Direito em 1863, pela Faculdade de Direito de São Paulo. Durante vários anos, exerceu a profissão de advogado.
Carreira Política
Campos Sales iniciou sua vida política ingressando no Partido Liberal. Foi deputado provincial pelo estado de São Paulo entre 1868 e 1869. Em 1873, participou da criação do Partido Republicano Paulista, que preconizava o fim da monarquia e da escravidão.
Assumiu o cargo de deputado em mais dois mandatos, entre 1882 a 1883 e 1888 a 1889. Nesse último ano, assumiu a presidência da comissão do Partido Republicano de São Paulo. Ainda em 1889, exerceu o cargo de Ministro da Justiça, no governo provisório de Deodoro da Fonseca, permanecendo no cargo até 1891.
Em 1891, Campos Sales foi eleito senador, cargo que renunciou para se tornar presidente do Estado de São Paulo. Entre 1892 e 1893, residiu na Europa e tornou-se colaborador do jornal Correio Paulistano. Ao retornar ao Brasil, voltou ao Senado entre 1894 e 1895 e, entre 1896 e 1897, assumiu o cargo de presidente de São Paulo.
Presidente da República
Em 1898, Campos Sales foi eleito presidente da república, juntamente com o vice-presidente Francisco de Assis Rosa e Silva, apoiado por Prudente de Morais. Era mais um representante da oligarquia cafeeira do Estado de São Paulo que assumia o poder.
Na sucessão dos governos da Primeira República, alternavam-se presidentes paulistas e mineiros. Desde a administração de Prudente de Morais, seu antecessor, até Washington Luís, apenas três presidentes não pertenciam à política do café-com-leite, que só terminou com a Revolução de 1930.
Antes de ser empossado, Campos Sales viajou para a Europa para realizar negociações com a casa bancária inglesa Rotschild & Sons e os demais credores do Brasil. O acordo estabelecido, denominado “funding loan”, era uma moratória onde o país fazia empréstimos e postergava o pagamento da dívida e juros.
Ao assumir, Campos Sales encontrou o Brasil em grave crise financeira, consequência dos elevados gastos dos governos anteriores. O principal auxiliar do presidente foi o ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho, que tomou medidas para equilibrar as finanças do país. Para combater a inflação, foram retiradas de circulação uma grande quantidade de moedas. O governo começou a criar novos impostos e elevar os já existentes. Sua política, embora tenha saneado as finanças, afetou negativamente a indústria, o comércio e a população em geral.
Para garantir o apoio do Congresso à sua política financeira, Campos Sales colocou em prática a “Política dos Governadores”. Esse modelo consistia em um acordo entre o presidente e os governadores dos estados, permitindo que apenas deputados de famílias ricas e tradicionais representassem a situação, em troca do apoio do presidente. Com esse sistema, as oligarquias estaduais mantiveram-se no poder durante décadas.
Com o fim de seu governo em 1902, Campos Sales deixou condições favoráveis para seu sucessor, o paulista Rodrigues Alves, que pôde realizar um programa de modernização do país. Após sua presidência, Campos Sales ainda atuou como senador por São Paulo e em 1912 foi enviado em missão especial à Argentina.
Campos Sales morreu em Santos, São Paulo, no dia 28 de junho de 1913.

